Estou aqui trabalhando e pensando na vida, pensando em como as coisas geralmente não são da forma que ficamos imaginando, perdemos tanto tempo imaginando o que poderíamos fazer, o que ira acontecer se fizermos determinada ação, que acabamos passando mais tempo imaginando do que realmente realizando alguma coisa que nos deixe feliz. Ficamos mais tempo parados na imaginação do futuro do que realmente vivendo o presente, isso sem falar do tempo que passamos visitando o passado e enchendo a nossa vida de "e se", e se eu tivesse feito diferente? e se aquele garoto que gostava... e se...., eu particularmente tenho tanto medo do futuro e acabo me perdendo no presente para tentar fazer do futuro um lugar melhor, faz algum sentido? Para mim não faz nenhum. Minha vida é regida pela impulsividade, faço a maioria das coisas sem pensar, de algumas eu me arrependo, de outras lembro até com saudade e acabo andando pela rua rindo de alguma coisa que aconteceu a tanto tempo e em situações tão diferentes que até parece que era outro mundo e outra vida, se alguém ler isso aqui vai achar que eu sou um senhora por falar de tempo e vida, mas a nossa existência é feita de várias vidas, uma dentro da outra e todas montando o quebra-cabeça do que realmente nós somos, são as experiências que vivemos, são nossas atitudes que tomamos perante os percalços da vida que moldam o nosso ser. Comecei escrevendo isso pensando em uma pessoa que conheci, e em um texto antigo, pelo menos eu acho que é, que fala o seguinte:
ACASO
"Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. "
(Antoine de Saint-Exupéry)
E meu Deus como isso é verdade! Isso se traduz naquilo que chamamos de saudade, aquela coisinha incomoda que fica dentro da gente para nos fazer lembrar sempre do que geralmente queremos esquecer ou pelo menos lembrar com menos frequência. Saudade as vezes de um pedaço da vida que já passou, quando estávamos preocupado em imaginar o futuro e que passou tão derrepente que não deu nem tempo de dizer tchau. A quem não goste de despedidas, mas eu gosto, é o momento que temos para falar tudo o que não foi dito e para se viver e fazer tudo o que não pode ser feito. Sou defensora de que todos deveriam ter direito a se despedir de tudo, dos brinquedos da infâncias e poder brincar com eles pela última vez; se despedir de um professor querido, eu tive alguns muito queridos e nunca falei o quanto foram importantes para mim; amigos de infância, o primeiro amor.... lembro dele até hoje, mas também não pude dizer tchau, poder olhar para trás e não pensar em arrependimentos e nem no que poderia fazer e não fez, viver um presente pleno sem precisar visitar o passado constantemente ou perde-lo imaginando o futuro.